• Casa de Apoio - 2016

    Um novo ano, novos desafios!

    Temos como prioridade a integração social, respeito a individualidade e trabalho para manter o vínculo familiar sempre que possível visando a reintegração familiar. A política pública de abrigo vem sofrendo mudanças ano a ano e hoje é uma prioridade do Ministério Público e das Varas da Infância e Juventude que as crianças permaneçam na instituição o menor tempo possível. Essa nova realidade, que nem sempre é possível concretizar, fez mudar o perfil do trabalho desenvolvido pela instituição que hoje passou a trabalhar com maior rotatividade de crianças. Se por um lado a perspectiva de colocação dessas crianças num lar é dar uma nova oportunidade a elas, por outro lado a composição desse “lar” nos preocupa uma vez que vemos alguns processos correndo com celeridade, com adaptação nem sempre adequada à criança e a eventual falta de estrutura psicológica das famílias que recebem as crianças, sejam elas famílias de origem, extensas ou substitutas, podem ocasionar o retorno da criança ao abrigo ou a uma família acolhedora*.

    Hoje a Casa de Apoio Pediátrico mantém crianças e adolescentes entre recém nascidos até jovens de 19 anos de idade. Tentamos suprir as necessidades de cada um, e para aqueles com maior tempo de permanência tentamos dar possibilidade de fazê-los ter uma vida independente quando desligados. Para isso fazemos parcerias com escolas, cursos profissionalizantes, cursos de línguas, desenho, academias e clubes.

    Em 2016 a Viva Cazuza desligou 14 crianças por adoção; 13 por reintegração familiar; 02 transferidos para outros abrigos. Uma completou maioridade, mas resolver permanecer na instituição.

    • Foram servidas 33.260 refeições;
    • 378 consultas específicas para o HIV;
    • 25 consultas médicas de especialidades diversas; 
    • 242 consultas psicológicas;
    • 85 consultas odontológicas;
    • 31 dias de internação domiciliar

    * família acolhedora é um programa onde o governo paga paga à família para que receba e cuide da criança, também por um período que não deve ultrapassar seis meses, e ao atingir a maioridade o acolhido é desligado da família. 

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