• Número de idosos com HIV cresce 103% em 10 anos

    Se engana quem pensa que o prazer acaba após uma certa idade. O programa desta quarta-feira (13) mostra que a população idosa continua com a vida sexual ativa.

    No Parque da Água da Branca, na zona oeste da cidade de São Paulo, há uma matinê que é para maiores de 50 anos. O mais velho é o Pedro, de 97, que gosta de ir para dançar e namorar.

    Vilma Marrano, de 85 anos, reclama em tom de brincadeira: "Tem muita gente aqui, muita gente casada que diz que não é. Eles falam que são viúvos, que estão sozinhos e quer arrumar companheira, mas eu não estou nessa."

    Enquanto a maioria vai para dançar e quem sabe dar uns beijos, a questão do uso do preservativo continua um tabu também na terceira idade.

     

    Prostituição e a terceira idade

    Na região da estação da Luz, há muitas mulheres idosas que se prostituem e os clientes também costumam ser senhores de idade. A repórter Eliane Scardovelli esteve durante três dias na região para conseguir relatos de prostitutas e clientes.

    A maioria diz a mesma coisa: preferem não usar camisinha, não têm medo de pegar a doença e costumam ir frequentemente na região.

    Um dos homens que preferiu não ser identificado disse: "Eu já tô com 76 anos, não pego mais não." Logo em seguida, se contradiz: "teve uma vez que peguei HPV, mas não tenho certeza se foi aqui [na região da Luz]".

    O HPV é uma doença sexualmente transmissível, pode causar câncer de pênis e é responsável por 84%  dos casos de câncer de colo de útero.

     

    E a prevenção?

    As repórteres Mayara Teixeira e Monique Evelle acompanharam uma campanha da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital, para verificar HIV na população. Antes do espaço abrir, alguns homens acima dos 50 anos já estavam na fila esperando para fazer o teste.

    Ademir Lira, de 70 anos, vai fazer o teste pela primeira vez e acredita que fazê-lo é bom pois "viver sem dúvida é melhor".

    Segundo o Ministério da Saúde, o número de pessoas com mais de 65 anos com HIV cresceu 103% nos últimos 10 anos.

    De acordo com a coordenadora do Programa de DST/Aids de Ribeirão Preto, a doutora Lis Neves, o preservativo continua um tabu em todas as idades, mas que "nessa faixa de idade [acima dos 60 anos] eles não aprenderam a usar o preservativo", o que torna o problema mais grave. Em Ribeirão Preto, houve um caso de HIV em 2007; em 2016 foram 9.

    A reportagem completa você pode conferir aqui

     


    Fonte : G1


    14/12/2017, 07:05 h

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